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Crianças e adolescentes também podem sofrer de hipertensão; saiba como prevenir

A hipertensão, mais conhecida como pressão alta, é uma doença crônica que se caracteriza pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. Além, de ser um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca. 

A incidência aumenta conforme a idade, sendo que um terço das pessoas entre 30 e 50 anos e dois terços acima dos 65 têm a condição. No entanto, crianças e adolescentes não estão fora desse índice e também podem ter pressão arterial alta, todavia os cuidados desde a infância são essenciais na prevenção.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), o problema é herdado dos pais em 90% dos casos, entretanto há vários fatores que influenciam nos níveis de pressão arterial, como os hábitos de vida do indivíduo. De acordo com dados da MS, a prevalência de hipertensão no Brasil passou de 22,6% em 2006 para 24,3% em 2017. No mesmo período, o número de mortes pela doença aumentou de 36.710 para 49.640, sendo as mulheres as mais afetadas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a hipertensão arterial um problema de saúde pública, uma vez que o número de casos não para de crescer. Segundo especialistas, aproximadamente 2% e 4% das crianças no Brasil apresentam hipertensão arterial. Embora causas renais, hereditárias ou congênitas estejam relacionadas ao problema, o diagnóstico na infância e na adolescência tem sido cada vez mais similar ao dos adultos.

De acordo com a médica Luciane Rocha, com doutorado pela Universidade Federal de São Paulo e especialista em cardiologia pediátrica e fetal pelo Instituto do Coração – InCor/USP, a hipertensão também chamada de “mal silencioso”, não escolhe idade ou condição social. além de ser um risco para crianças ao longo da vida.     

“A elevação da pressão arterial na infância representa fator de risco para que outras doenças possam se manifestar ao longo da vida adulta. Por outro lado, filhos de pais hipertensos devem redobrar os cuidados com a prevenção desde cedo, pois a pressão alta é uma doença hereditária, crônico-degenerativa, que ataca os vasos sanguíneos e pode provocar lesões graves no coração, cérebro, rins, membros e outras grandes artérias do nosso corpo” alerta Luciane Rocha.

A hipertensão também está relacionada a um estilo de vida que não é saudável devido ao uso abusivo de sal, calorias, gorduras e açúcar de absorção rápida, o que leva ao aumento do peso, do colesterol, dos níveis de açúcar no sangue e predispõe à diabete e à elevação da pressão arterial, apontam especialistas. 

No caso de fatores congênitos, a criança teria de nascer com alguma alteração que tende à doença. A doutora Luciane fala também sobre a coartação da aorta, que ocorre pelo estreitamento da artéria e consequentemente aumento da pressão sanguínea. “O diagnóstico é realizado através do ecocardiograma e a suspeita pode surgir pela pressão arterial elevada em crianças ”. 

Sintomas da pressão alta

De modo geral, a hipertensão não apresenta sintomas específicos. Os sinais costumam aparecer quando a pressão sobe muito e pode ocorrer dor de cabeça, mal-estar, tontura, visão embaçada e sangramento nasal. Medir a pressão periodicamente é o jeito mais simples e exato de fazer o diagnóstico.

Dra.Luciane Rocha enfatiza que uma medida isolada com valores alterados não é suficiente para fazer o diagnóstico de hipertensão arterial. “Muitas vezes, o aumento da pressão é transitório e pode ser consequência da “síndrome do avental branco”. Ou seja, o simples fato de estar no consultório, diante do médico, pode fazer a pressão arterial subir, independentemente da idade. Por isso, crianças e adolescentes só podem ser considerados hipertensos depois de três medições consecutivas, realizadas em ambientes e situações diferentes que confirmem o aumento da pressão arterial”.

Pressão arterial ideal

No Brasil e na Europa, uma pessoa é considerada hipertensa quando seus níveis de pressão arterial alcançam ou ultrapassam 140/90 mmHg (milímetros de mercúrio), popularmente conhecido como 14/9.

No entanto, quando a pressão sistólica está entre 120 e 139 ou a diastólica entre 80 a 89, já é uma condição definida de pré-hipertensão. Nesse cenário, o risco de se tornar hipertenso mais rápido é maior e as chances de enfarte ou derrame aumentam. De modo geral, a pressão arterial ideal para o adulto seria em níveis abaixo de 12/8.

Na infância, a medida da pressão arterial leva em consideração índices que são mais frequentes em crianças normais relacionado a sua altura e a sua idade. “A análise dos níveis da pressão arterial na infância se baseia em critérios estatísticos, usando como referência tabelas com os valores normais da pressão arterial sistólica e diastólica em crianças e adolescentes da mesma idade, sexo e altura. Além disso, a medida da pressão arterial deve ser obtida com aparelhos de pressão com braçadeiras apropriadas para o calibre do braço da criança”, destaca a especialista. 

Luciane Rocha aconselha também que todas as crianças a partir de 6 anos de idade e adolescentes devem medir a pressão arterial com regularidade nas consultas médicas de rotina. Abaixo dessa idade, a pressão deve ser aferida quando há suspeita de hipertensão secundária a outras condições de afetam a saúde.

De modo prático, pode-se dizer que uma pressão a partir de 103/63 mmHg em meninos com idade de cinco anos de idade, de 109/72 mmHg em meninas com dez anos e igual ou maior que 120/80 mmHg dos 13 em diante, em ambos os sexos, já levam a uma forte suspeita de hipertensão.

Tratamento e prevenção de pressão alta

O estilo de vida, geralmente, determina se a criança tem tendência a desenvolver hipertensão ou não. A prática regular de atividade física como, natação, jogar futebol, caminhadas e corridas moderadas. Não é indicado que a criança levante peso, já que pode causar problemas em seu desenvolvimento. Além, de um sono de qualidade, por mais de sete horas, são aliados no tratamento e na prevenção da pressão alta. 

O uso de medicamentos para hipertensão infantil é recomendado apenas caso intervenções anteriores não tenham apresentado resultados positivos. No caso da população adulta e idosa, o uso regular e continuado de medicamentos para baixar a pressão arterial também é uma medida importante para controlar a doença.

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Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou no serviço público de saúde.

FONTE: Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde, Instituto Nacional de Cardiologia e Sociedade Brasileira de Cardiologia.

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