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Dermatologia

A herpes-zóster

A herpes-zoster é uma doença infecciosa causada pelo vírus varicela-zóster – o mesmo responsável pela catapora. Geralmente adquirido na infância – momento em que a maioria dos brasileiros manifesta as feridas clássicas e a coceira da catapora -, ele pode ficar anos dormente no organismo e “acordar” a qualquer fase da vida. Quando desperta, o vírus faz surgir dolorosas bolhas pelo corpo.

De acordo com especialistas o vírus fica alojado em gânglios nas regiões do tórax ou do abdômen e um dia, por causa da queda da imunidade ou porque a pessoa está mais velha, ele aparece como herpes-zoster.

O distúrbio pode atingir mesmo aqueles que não tiveram catapora na infância, mas podem desenvolver a doença na vida adulta. Estima-se que cerca de 94% da população brasileira está infectada com o varicela-zóster.

A doença é mais comum após os 50 anos – no entanto, o diagnóstico em jovens tem sido frequente. O estresse é um dos fatores que vem mudando o perfil daqueles afetados pela infecção e fazendo a doença aparecer cada vez mais cedo.

Quais são os sintomas da Herpes Zóster?

O quadro clínico do herpes-zóster, ou seja, os sinais e sintomas da doença, é quase sempre típico. Na maior parte dos casos, antecedem às lesões cutâneas (na pele) os seguintes sintomas:

  • dores nevrálgicas (nos nervos);
  • parestesias (formigamento, agulhadas, adormecimento, pressão etc);
  • ardor e coceira locais;
  • febre;
  • dor de cabeça;
  • mal-estar.

Prevenção

A única forma de prevenir a herpes-zóster é por meio de uma vacina contra o varicela-zóster na vida adulta. Desde 2014, o Brasil conta com uma, a Zostavax, produzida pela Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda. 

No entanto, o produto está disponível somente na rede privada e tem indicação apenas para aqueles acima dos 50 anos. Pessoas antes dessa faixa etária, não são elegíveis para o imunizante. 

A vacina, contudo, não é sinônimo de proteção total. De acordo com a fabricante, o produto tem eficácia média de 70% – o que significa que três em cada dez pessoas que tomam a vacina podem vir a desenvolver a doença ainda assim.

Em outubro, os Estados Unidos aprovaram um novo imunizante, a Shingrix, produzida pela GlaxoSmithKline. A vacina também é recomendada para aqueles acima dos 50, mas promete eficácia maior contra a doença, de 90%. Não há previsão de quando o produto deve chegar no Brasil.

Tratamento

A doença pode deixar sequelas, que vão de cicatrizes a cegueira e surdez. Também é comum a neuralgia pós-herpética, conhecida como nevralgia, uma condição dolorosa que é ativada na maioria daqueles que desenvolvem a herpes-zoster e que pode durar vários anos. A condição pode ser tão intensa que afeta movimentos simples, como vestir-se ou levantar-se da cama.

O tratamento envolve medicamentos antivirais e analgésicos e, quanto mais cedo o paciente buscar o hospital, maior as chances de sucesso. O princípio ativo utilizado para conter a herpes-zoster, o aciclovir, evita a expansão das lesões, mas só tem efeito se tomado até 72 horas após o aparecimento dos sintomas. Por isso, rapidez na busca de ajuda é essencial.

Relação do herpes zóster com o sistema imunológico

Apesar de aparecer em pessoas de todas as idades, a doença é desenvolvida principalmente após os 50 anos, pois o sistema imunológico fica mais debilitado com o passar dos anos: quanto maior a idade, mais fraco ele fica. Baixas no sistema imunológico em qualquer idade podem acarretar o desenvolvimento da herpes zóster.

Estresse, diabetes descontrolado e tratamento à base de corticoides são alguns fatores que podem afetar a imunidade. Em cerca de 15% dos casos da doença, o vírus segue o trajeto do nervo trigêmeo, responsável por enervar a face. Quando isto ocorre, há chance de que o vírus afete o nervo óptico, podendo levar à cegueira.

Cuidados na Gravidez

A infecção materna por varicela no 1º ou no 2º trimestre da gestação pode resultar em embriopatia, aborto ou má formação. Nas primeiras 16 semanas de gestação, pode causar a síndrome da varicela congênita que se caracteriza por baixo peso ao nascer, malformações das extremidades, cicatrizes cutâneas, microftalmia, catarata e retardo mental. Gestantes não imunes (não vacinadas ou nunca apresentaram a doença), que tiverem contato com casos de varicela e herpes zóster, devem receber a imunoglobulina humana contra esse vírus, disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs). A forma mais eficaz da prevenção da doença é através da vacinação. A vacina tetraviral é oferecida na rotina aos 15 meses de idade para as crianças que receberam a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) entre 12 e 14 meses de idade. Caso ela não tenha recebido a tríplice antes dos 15 meses, esta deverá ser administrada, devendo ser agendada a tetraviral pelo menos 30 dias após a tríplice.

Tratamento da doença em Manaus

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou, no último dia 10, a medida provisória n° 335/2019, cujo objetivo é fazer com que o governo do Estado, através da Secretaria de Saúde, intensifique nos últimos anos campanha de conscientização sobre a doença Herper-Zoster para a população. Caso você precise agendar um dermatologista em Manaus , agende sua consulta através do aplicativo ipok.

Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou no serviço público de saúde.

FONTE: Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Dermatologia, Fundação Alfredo da Matta e International Society of Dermatology