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Vulvovaginite: sabe o que é?

É uma alteração inflamatória ou infecciosa da vulva, vagina e colo do útero, podendo ser causada por infecção de bactérias, protozoários e fungos ou por alteração da própria flora bacteriana.

É uma alteração inflamatória ou infecciosa da vulva, vagina e colo do útero, podendo ser causada por infecção de bactérias, protozoários e fungos ou por alteração da própria flora bacteriana. O problema acomete, principalmente, mulheres na idade reprodutiva e é causado normalmente pela proliferação desses germes, associada à baixa de imunidade. Os principais sintomas são:

  • corrimentos líquidos ou grumosos;
  • odor fétido;
  • prurido (coceira na vagina);
  • hiperemia (vermelhidão);
  • irritação;
  • dor durante a relação sexual;
  • ocasionalmente, presença de lesões externas e internas como bolhas, úlceras e verrugas.

Embora a vulvovaginite possa surgir em todas as mulheres e em qualquer idade, é mais frequente em mulheres que já iniciaram a atividade sexual, uma vez que o contato íntimo facilita o contato com bactérias.

Alguma secreção vaginal é esperada para todas as mulheres, em geral leitosa, em quantidade moderada variando, na época da ovulação com secreção transparente como “clara de ovo”, estas são normais e saudáveis, não podemos confundi-las com doença. Muitas mulheres são submetidas a tratamentos desnecessários por não compreenderem sua própria fisiologia.

Quando essa secreção aumenta em quantidade, muda de aspecto, torna-se amarelada ou esverdeada, ou ainda branca mais espessa parecendo “nata de leite”, com odor mais forte e às vezes fétido e vem acompanhada de coceira, desconforto, inchaço e vermelhidão da região genital estamos diante de uma vulvovaginite, ou seja infecção genital.

Segundo a Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, em alguns casos, o contágio se dá através da relação sexual. Contudo, em outras situações, podem ser transmitidas por fômites (objetos contaminados) ou são oriundas de queda nos mecanismos de defesa da mulher, as chamadas infecções oportunistas.

No caso de infecção por baixa defesa imunológica, a vulvovaginite não é contagiosa. Para o tratamento dessa doença ginecológica podem ser utilizados antibióticos, antifúngicos, corticóides, uso de estrogênio, higiene local, banho de assento e uso de roupas adequadas. Entretanto, especialistas da área alertam que o problema pode voltar, caso o tratamento não seja realizado adequadamente.

As causas mais comuns de vaginites são bactérias (Gardnerella vaginalis, Clamídea, etc.) em 40-45%, fungos (Candida) em 20-25%, protozoários (Tricomonas) 15-20% mas muitas mulheres ficam sem diagnóstico apesar de apresentarem sintomas persistentes.

Como é feito o diagnóstico?

Na maior parte dos casos o diagnóstico da vulvovaginite é feito pelo ginecologista apenas através do relato de sintomas da mulher, no entanto, também pode ser necessário recolher alguma secreção vaginal para que seja analisada em laboratório de forma a identificar a causa correta e iniciar o tratamento adequado.

Exame ginecológico cuidadoso é o mais importante para o diagnóstico que pode ser complementado com Colposcopia, teste de ph, cultura da secreção vaginal, entre outros.

A partir do diagnóstico é direcionado o tratamento em geral com cremes ou óvulos vaginais em dose única ou pelo período de 7-14 dias dependendo da etiologia (tipo de microorganismo) e gravidade da infecção, além de medicação sistêmica, e devemos, na maioria dos casos tratar o parceiro ou parceira também. Nas mulheres em fase de Climatério ou pós menopausa o uso de cremes com hormônios e laser vaginal também deve ser cogitado.

Principais causas

Existem várias causas para o surgimento de inflamação na vulva e na vagina, sendo que a mais comuns incluem:

  • Excesso de fungos, como candidíase;
  • Infecção por vírus ou bactérias;
  • Falta de higiene ou uso de roupa íntima muito apertada;
  • Infecção por parasitas, como sarna ou vermes;
  • Doenças sexualmente transmissíveis, especialmente tricomoníase.

Além disso, algumas mulheres também podem desenvolver vulvovaginite devido a hipersensibilidade a algumas substâncias químicas como parabenos ou sulfato de sódio que estão presentes em sabonetes, detergentes para roupa ou cremes. Nestes casos, os sintomas surgem pouco tempo após usar o produto e melhoram quando a região é lavada com água morna e um sabonete íntimo adequado.

Com relação às crianças, outra causa muito comum é o baixo nível de estrogênios no organismo que facilita o desenvolvimento de infecções vaginais, causando a vulvovaginite.

Como é feito o tratamento

O tratamento varia de acordo com a causa da vulvovaginite, sendo que no caso de infecção por bactérias devem ser utilizados antibióticos, enquanto que no caso de excesso de fungos deve ser usado antifúngicos, por exemplo. Assim, é sempre importante consultar o ginecologista para saber qual o tratamento adequado.

Também se deve dar preferência para o uso de roupas íntimas de algodão, saias e vestidos que ajudem a ventilar a região genital, diminuindo o risco de agravamento da infecção.

Cuidados

Os cuidados gerais também são fundamentais e devem sempre ser orientados. Evitar produtos que irritam a mucosa, como perfumes, sabonetes e roupas de lycra, evitar uso de amaciantes nas roupas que tem contato direto, assim como biquíni molhado ou roupa de ginástica por muito tempo. A forma de higiene íntima sempre limpando a região da frente para trás.

Após o tratamento, para aquelas que apresentam recorrência das infecções é fundamental que pensemos em prevenção que vai desde o controle do stress e ansiedade, principalmente nos períodos pré-menstruais e menopausa. Cuidados com a alimentação, principalmente evitando excesso de consumo de 3 grupos alimentares, são eles doces e açúcar, leite e derivados e frutas ácidas que comprovadamente para algumas mulheres pioram, enquanto a ingestão de alho e lactobacilos tendem a proteger.

Atenção quanto a hábitos sexuais, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis através de uso de camisinha. Todos aqueles cuidados com o uso de sabonetes neutros para região genital e para lavar as roupas íntimas, manter-se com a roupa seca valem para a prevenção também. Para mulheres mais maduras o uso de cremes com hormônios e laser vaginal. Em alguns casos os indutores do sistema imune e vitaminas, além de medicação antifúngica preventiva podem ser utilizados.

Enfim, as infecções vaginais são muitas vezes um tormento na vida das mulheres e infelizmente, apesar de comuns, algumas delas são de difícil tratamento e dependem de muitos fatores, hábitos de vida e sexuais. Por esta razão é fundamental o autoconhecimento para verificar os alertas emitidos pelo corpo quando algo está fora do normal. 

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Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou no serviço público de saúde.
FONTE: Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, International Federation of Gynecology and Obstetrics.

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